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Excesso de álcool, automedicação e comida imprópria lideram intoxicações no Carnaval

A combinação de fatores comuns no Carnaval como álcool em excesso, alimentos de procedência duvidosa e automedicação, potencializa os riscos à saúde

Flávio Figueredo por Flávio Figueredo
14 de fevereiro de 2026
em DESTAQUES, SAÚDE
Foto: Freepik

O Carnaval, tradicionalmente marcado por festas prolongadas, consumo elevado de bebidas alcoólicas e alimentação fora da rotina, também acende um sinal de alerta para a saúde digestiva. De acordo com o gastroenterologista Dr. Litelton Carvalho, professor da Afya Educação Médica Teresina, cresce de forma significativa, nesse período, a procura por atendimento médico em decorrência de intoxicações e irritações do trato gastrointestinal.

“Durante o carnaval o que preocupa as pessoas e as levam ao hospital são intoxicações e irritações do trato digestivo, intoxicações alcoólica e por substâncias ilícitas associadas as festas, uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios, ‘remédios para aguentar a folia’ além das tradicionais gastroenterites virais e bacterianas”, explica o especialista.

Segundo o médico, a combinação de fatores comuns no Carnaval como álcool em excesso, alimentos de procedência duvidosa e automedicação, potencializa os riscos à saúde, atuando de forma conjunta sobre o sistema digestivo.

“Com certeza, o consumo excessivo de álcool, a ingestão de alimentos de procedência duvidosa e a automedicação atuam de forma sinérgica, agredindo diretamente o trato gastrointestinal e aumentando o risco de quadros de intoxicação”, alerta.

O álcool, conforme o gastroenterologista, é um dos principais vilões nesse cenário. Além de irritar diretamente a mucosa digestiva, pode provocar desde sintomas leves até quadros graves. “O álcool é um irritante direto da mucosa digestiva. Ele pode causar gastrite aguda, aumentar a produção de ácido, provocar náuseas, vômitos, dor epigástrica e, em casos mais graves, desencadear pancreatite aguda e sobrecarga hepática”, destaca.

Outro fator frequente no período carnavalesco é o consumo de alimentos mal conservados ou contaminados, que favorecem intoxicações alimentares e infecções gastrointestinais.

“Alimentos mal conservados ou contaminados favorecem intoxicações alimentares e gastroenterites, levando a diarreia intensa, cólicas, vômitos e desidratação, além de inflamação da mucosa intestinal. Em alguns casos, pode haver febre e necessidade de atendimento hospitalar”, completa.

A automedicação, prática comum entre foliões que tentam aliviar sintomas para continuar aproveitando a festa, também representa risco significativo, sobretudo quando associada ao álcool.

“A automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, analgésicos e outras medicações associadas pode causar lesões gástricas, gastrite erosiva, úlceras e até sangramentos digestivos, principalmente quando associada ao álcool”, reforça.

Sinais de alerta exigem atendimento imediato

O médico Litelton Carvalho chama atenção ainda para os sinais de alarme que não devem ser ignorados durante o Carnaval, pois podem indicar complicações graves, como desidratação severa, infecções importantes ou comprometimento hepático.

“Devemos ter atenção em alguns sinais de alarme que podem exigir atendimento médico imediato, pois podem sinalizar desidratação grave, infecção importante ou complicações do trato gastrointestinal”, orienta.

Entre os principais sintomas estão vômitos persistentes, presença de sangue nas fezes ou nos vômitos, dor abdominal intensa, febre alta e persistente, diarreia intensa, tontura, confusão mental, redução do volume urinário e icterícia. Também merecem atenção especial pessoas com histórico recente de consumo excessivo de álcool ou uso de drogas, associado a mal-estar importante.

Fonte: Ascom

Tags: álcoolautomedicaçãoCarnavalIntoxicação

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