
Um homem foi conduzido à Central de Flagrantes de Teresina, no sábado (28/02), após realizar um trote informando falsamente à Polícia Militar que teria cometido o homicídio de uma mulher no Centro da capital.
A denúncia foi recebida pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que tratou a ocorrência como prioridade máxima diante da gravidade da informação. Equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram imediatamente deslocadas ao endereço indicado.
Ao chegarem ao local, os policiais constataram que não havia qualquer vítima e que se tratava de uma falsa comunicação de crime. Com apoio do setor de inteligência, o autor da ligação foi identificado e encaminhado para os procedimentos legais.
Segundo o comandante da Rone, coronel Audivan Nunes, a rápida mobilização ocorre porque situações envolvendo crimes graves exigem resposta imediata das forças de segurança, o que torna esse tipo de trote ainda mais preocupante.
Trotes ainda ocorrem, mas índices estão em queda
De acordo com o coordenador-geral do Copom, tenente-coronel Cláudio Pessoa, os trotes continuam fazendo parte da rotina do serviço de emergência 190, embora os registros venham diminuindo nos últimos anos.
Dados do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) apontam que, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, foram recebidas 541.445 ligações, sendo menos de 1% classificadas como trotes.
O oficial explica que todas as chamadas são gravadas, identificadas e georreferenciadas, permitindo a localização do autor em tempo real. O avanço tecnológico, aliado às penalidades previstas em lei, tem contribuído para a redução desse tipo de ocorrência.
Penalidades para quem passa trote
A falsa comunicação de crime pode gerar responsabilização criminal, com pena de detenção de um a seis meses, além de multa. Em casos de trotes repetidos, também pode ser aplicada multa administrativa de R$ 529,50.
Quando a ligação é feita por crianças, os responsáveis legais são orientados sobre as consequências do ato. Já em situações envolvendo pessoas com possíveis transtornos mentais, a polícia comunica familiares ou tutores.
A Polícia Militar alerta que trotes comprometem o atendimento de ocorrências reais, congestionam as linhas de emergência e expõem policiais e a população a riscos durante deslocamentos para chamados inexistentes.








