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Doença renal atinge 1 a cada 10 pessoas no mundo e diagnóstico evita complicações

Nesta quinta-feira, dia 12 de março, é celebrado o Dia Mundial do Rim; campanha foca na prevenção, tratamento e conscientização sobre a doença

Flávio Figueredo por Flávio Figueredo
12 de março de 2026
em DESTAQUES, SAÚDE
Foto: Freepik

A doença renal crônica é silenciosa e não costuma apresentar sintomas iniciais, exigindo uma avaliação periódica da saúde através de exames simples, como de sangue, urina e creatinina. Esse alerta é fundamental, uma vez que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a doença renal crônica (DCR) atinge 1 em cada 10 pessoas no mundo. Detectar precocemente o problema salva vidas, por isso o Dia Mundial do Rim, celebrado anualmente na segunda quinta-feira de março, assim como campanhas que buscam conscientizar a população, são peças-chave nessa corrente de cuidado.

No universo da doença renal, existem diversas condições de saúde, a exemplo do cálculo renal e nefrites. A doença é silenciosa e quando iniciam os sintomas, costumam ser inchaço, redução da quantidade de urina ou ela se apresenta na cor escura, avermelhada (com aspecto de sangue ou com sangue) e espuma. “Além disso, dor nas costas, normalmente em um dos lados. Pode haver fraqueza, falta de ânimo, perda de sais minerais, entre outros sinais, por isso o exame e avaliação médica são imprescindíveis”, explica Ginivaldo Victor, médico nefrologista, docente do IDOMED e presidente da Regional Piauí da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Dessa forma, o diagnóstico da doença renal faz diferença porque a maioria das condições apresenta um tratamento no qual é possível reverter ou controlar a doença. Se descoberta tardiamente, o tratamento pode não ser eficaz. Isso significa entender que não haverá mais condições de “reverter a doença e a atuação será apenas para contornar as complicações. Quando a doença renal avança, dizemos que há uma falência renal. Nesses casos, é necessário que o paciente faça hemodiálise e/ou o transplante renal”, ressalta o nefrologista.

Tratamento envolve bom estilo de vida e medicações

Ainda segundo o Dr. Ginivaldo, existem tratamentos de vários formatos. Inclusive, ele pontua que as canetas emagrecedoras podem ter efeito renal como parte positiva no tratamento, levando em conta os contextos dos pacientes. “A forma de tratamento é ampla e envolve, além dos medicamentos, bom estilo de vida, como realizar atividade física regularmente. A alimentação saudável ou uma alimentação adequada para quem tem doença renal é igualmente importante. Tudo isso ajuda o organismo como um todo a funcionar melhor, o que traz benefícios renais”, orienta.

Quem deve realizar o exame?

Periodicamente, é importante que todas as pessoas façam uma avaliação da função renal por meio de exames de rotina, como a dosagem da creatinina. De maneira específica, o Dr. Ginivaldo pontua que pessoas diabéticas, hipertensas, que estejam na terceira idade ou façam uso frequente de anti-inflamatórios devem redobrar a atenção. “O recomendado é não esperar que o rim sinalize que está com problema. É preciso investigar como se encontra a saúde renal antecipadamente, assim se evita problemas sérios no futuro”, alerta.

Ações em Teresina

Nesta quinta-feira, dia 12 de março, alunos e professores do IDOMED participam de uma série de ações alusivas à campanha mundial em Teresina, com realização de exames para diagnosticar problemas renais na Praça Rio Branco (9h às 11h30), Shopping Riverside (14h30 às 17h) e Espaço Cultural Ponte Estaiada (17h30 às 19h).

Fonte: Ascom

Tags: Doença renalrinsSaúde

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