A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi confirmada nesta segunda-feira (13) por autoridades brasileiras e norte-americanas. Ele foi detido em Orlando, na Flórida, por agentes do United States Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão responsável por questões migratórias e de segurança interna nos Estados Unidos.
De acordo com a Polícia Federal, Ramagem estava foragido após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. A saída do país ocorreu de forma clandestina, pela fronteira entre Roraima e a Guiana.
Informações preliminares indicam que a detenção ocorreu por questões migratórias. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a captura é resultado da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ainda não há definição sobre eventual extradição.

Após cruzar a fronteira brasileira, Ramagem embarcou rumo aos EUA a partir de Georgetown, utilizando um passaporte diplomático que já deveria estar cancelado. O documento foi posteriormente invalidado, assim como seus vencimentos parlamentares, após decisões judiciais e administrativas.
O nome do ex-parlamentar também foi incluído na lista de difusão da Interpol, o que permitiu sua localização e detenção fora do país. O pedido formal de extradição já havia sido encaminhado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública ao governo norte-americano no fim de 2025.
Aliados políticos reagiram à prisão. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que acompanha o caso e defendeu respeito às garantias legais. Já o empresário Paulo Figueiredo declarou que Ramagem teria um pedido de asilo em análise nos Estados Unidos e que a detenção ocorreu após uma abordagem policial por infração leve.
Até o momento, as autoridades não detalharam os próximos passos do processo, que depende de trâmites legais no sistema migratório americano.







