
O vereador de Teresina Valdemir Sivirino Virgino (PRD) foi preso em flagrante pela Polícia Federal no sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026, durante uma investigação sobre suspeita de corrupção eleitoral. A ação ocorreu em uma clínica localizada no bairro Marquês, na região Centro-Norte da capital, onde os agentes apreenderam R$ 43,7 mil em dinheiro, além de materiais de campanha, documentos e anotações com nomes, telefones e valores.
De acordo com o auto de prisão em flagrante, a investigação começou após uma denúncia sobre possível distribuição de dinheiro relacionada à obtenção de votos. Policiais passaram a monitorar o imóvel e relataram uma movimentação considerada incomum para o funcionamento de uma clínica. Durante a abordagem, também foram encontrados envelopes com quantias em dinheiro e registros manuscritos relacionados a pessoas. Um dos envolvidos abordados do lado de fora do estabelecimento estava com R$ 12 mil em espécie e material de propaganda eleitoral, segundo o documento citado na apuração.
Ainda conforme o relato policial, Valdemir estava no interior da clínica acompanhado de Renato Lucas Vieira da Silva. Os dois foram apontados pelos agentes como pessoas que estariam na coordenação das atividades realizadas no local. O auto registra que o vereador carregava uma mochila com dinheiro e envelopes contendo valores. A PF considera que o conjunto de elementos apreendidos pode indicar uma estrutura destinada à oferta ou distribuição de vantagens em troca de votos. A apuração, porém, ainda está em andamento e caberá às autoridades analisar individualmente a participação dos envolvidos.
Ao todo, 18 pessoas foram detidas durante a operação. Segundo a Polícia Federal, 16 foram autuadas por corrupção eleitoral e liberadas após o pagamento de fiança de R$ 550. Valdemir Virgino e Renato Lucas permaneceram presos e foram autuados por corrupção eleitoral, prevista no artigo 299 do Código Eleitoral, e associação criminosa, conforme o artigo 288 do Código Penal. Os dois foram encaminhados para os procedimentos judiciais relacionados à prisão em flagrante.
A Polícia Federal informou que todo o material apreendido será analisado durante a investigação, que busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência, identificar a participação individual dos envolvidos e verificar eventuais responsabilidades. As informações registradas no auto de prisão constituem elementos da investigação e ainda serão submetidas à análise das autoridades competentes.








