
Teresina registrou nesta quarta-feira (7) a maior temperatura desde o início da série de monitoramento ambiental da capital, em abril deste ano. O pico foi de 45,22 °C, medido às 14h13 no bairro Primavera, na zona norte da capital, em um equipamento instalado na Fundação Municipal de Saúde (FMS). No mesmo local, a umidade relativa do ar chegou a apenas 16,52%.
O valor supera o recorde registrado na terça-feira (6), quando a mesma região atingiu 43,98 °C. O calor intenso também se manteve por um período prolongado. No ponto de monitoramento da FMS, as médias registradas em intervalos de 15 minutos permaneceram acima de 44 °C durante cerca de uma hora. Entre 14h e 14h30, foram registrados 44,86 °C e 44,85 °C, respectivamente, enquanto a umidade permaneceu abaixo de 17%.
A onda de calor atingiu todas as regiões acompanhadas pela Rede Hiperlocal de Monitoramento Ambiental. Além dos 45,22 °C registrados no Primavera, os equipamentos marcaram 42,86 °C na Santa Maria da Codipi, 41,73 °C no Centro, 41,27 °C no Itararé, 40,56 °C na Zona Sul e 40,44 °C na Zona Leste. Até as 15h13, todos os seis pontos monitorados haviam registrado temperaturas de pelo menos 40 °C.
Para o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, a combinação entre temperaturas elevadas e baixa umidade chama atenção pela duração e pela abrangência. Segundo ele, o acompanhamento dos dados pode contribuir para ações de prevenção e para o planejamento de medidas relacionadas aos impactos do calor, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.
Os dados registrados nesta quarta-feira ainda são parciais e serão incluídos no Relatório Técnico de Qualidade do Ar e Condições Microclimáticas de outubro. Diante do cenário, a recomendação é aumentar a ingestão de água, reduzir a exposição direta ao sol, procurar ambientes ventilados e evitar atividades ao ar livre nos horários de maior calor.
A orientação também inclui evitar queimadas e a queima de lixo, folhas e restos de poda. Além do risco de incêndios, a prática pode elevar a concentração de poluentes e material particulado no ar. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao calor estão entre os grupos que exigem maior atenção durante períodos de temperaturas extremas e umidade muito baixa.








