A deputada federal do Piauí pelo Progressistas, Margarete Coelho, avisou a Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal, sobre intenção do Governo Federal de decretar intervenção no dia 8 de janeiro de 2023, dia dos Atos Golpistas contra a vitória do atual presidente da República, Lula da Silva, do Partido dos trabalhadores (PT). O governador do DF, Ibaneis Rocha, foi afastado do cargo na época, de modo que Celina esteve 66 dias à frente do Palácio do Buriti.

“Com certeza, foi o dia mais difícil da minha vida. Quando eu cheguei no Ministério da Justiça, a ideia do governo federal era de uma intervenção geral, retirar eu e o Ibaneis do poder. A informação que me foi passada era essa. Mas o governador Ibaneis continuou trabalhando e eu também para ajudar na retirada [dos golpistas que invadiram a sede dos Três Poderes]. Quando nós terminamos nossa missão, eles voltaram atrás e falaram: ‘Vamos fazer intervenção somente na segurança pública’”, contou Celina.

Margarete ligou em tom de urgência às 3 da manhã para avisar a amiga da situação, assim como que a intenção dos golpistas era de tirar do poder Governador e Vice-governadora do DF. Ainda na tarde do 8 de janeiro, Celina recebeu ligação do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, do Progressistas de Alagoas, para que ela e Ibaneis tomassem providências sobre a tentativa de golpe.
O secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli foi escolhido para ser interventor no DF durante a crise, ocupando cargo por 23 dias. Após o período, delegado da Polícia Federal Sandro Avelar assumiu o cargo de secretário de Segurança Pública do DF.
Fonte: Metrópoles








