Os resultados do estudo “Terapeuta da Vida: Agentes Comunitários de Saúde frente a idosos e vulneráveis” foram apresentados na na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) hoje (14). Desenvolvido pelas pesquisadoras do Departamento de Estudos sobre Violência e Saúde Jorge Careli (Claves) Cecília Minayo e Patrícia Constantino, junto com Raimunda Mangas e Telma Freitas, ambas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
A pesquisa busca traçar panorama da ssistência em saúde aos idosos pelo trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e quanto a eficiência desse trabalho na garantia de velhice saudável. Pretende-se também analisar o que os ACS conhecem sobre o assunto, como realizam suas atividades e as dificuldades da atuação. O evento é destinado aos ACS que participaram da pesquisa e aconteceu no auditório térreo da Escola.
Pesquisa realizada com 100 Agentes Comunitários de Saúde de dez áreas de Coordenações Programáticas (CAP) dos 162 bairros da metrópoles do Rio de Janeiro. No Brasil, há mais de 250 mil ACS em atividade, 7,5 mil apenas no Rio. A pesquisa foi realizada com 8 participante por sessões, trabalhando experiências que abrangem diferenciações quanto às condições sociais, geográficas e necessidades de cuidados.
“A pesquisa mostra, com clareza, o quanto os Agentes são implicados com o trabalho e com as famílias nos territórios onde atuam. Não há dúvidas sobre a importância dessas pessoas no acolhimento ao público em geral e, também, na atenção aos idosos dependentes que ficam invisíveis nas Clínicas, por estarem restritos ao lar, não terem com quem compartilhar suas dores ou sofrimento ou serem totalmente acamados. Esses profissionais se tornaram os olhos e ouvidos do setor saúde em relação a esse grupo, vocalizando suas demandas e, na medida de suas possibilidades, cuidando de suas dores e feridas e os protegendo. Infelizmente, constatam que podem muito, mas não podem tudo”, afirmam as autoras.
O estudo aponta a importância da formulação de uma política púbica de proteção ao Idoso dependente. O desejo das autoras é que a pesquisa seja uma luz a mais no caminho humanitário e que concerne aos direitos humanos de todos os brasileiros.









