Teve início nesta sexta-feira (29), no Centro de Convenções de Teresina, o Congresso Neurodiverso 2026, considerado o maior evento sobre neurodesenvolvimento do Norte e Nordeste. Logo nas primeiras horas de credenciamento, o congresso já demonstrou sua força, reunindo profissionais da saúde, educação, assistência social, estudantes, familiares e interessados na temática vindos de diversas cidades do Piauí e de outros estados brasileiros.
Com auditório movimentado e grande participação do público, a abertura oficial marcou o início de dois dias de intensa troca de conhecimento, atualização científica e debates sobre inclusão, neurodiversidade e desenvolvimento humano. A expectativa da organização é de que o evento consolide Teresina como um dos principais polos de discussão sobre o tema no país.

A programação desta sexta-feira reúne alguns dos mais renomados especialistas da área, abordando temas fundamentais para profissionais e famílias que convivem com os desafios e potencialidades da neurodiversidade.
A manhã começou com a palestra de Veruska de Paula, que apresentou práticas baseadas em evidências para a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em seguida, Laura Nascimento trouxe reflexões sobre educação inclusiva e pertencimento no ambiente escolar. A programação seguiu com Maria Antônia, discutindo neurofeedback e fotobiomodulação transcraniana como estratégias de potencialização neural, e Denise Fleith, abordando o desenvolvimento do alto potencial e o bem-estar psicológico de pessoas superdotadas.

No período da tarde, após o intervalo para almoço, acontece a roda de conversa promovida pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), com foco em ética médica. Em seguida, o público acompanha a palestra de Kadu Lins sobre exercício físico e psicomotricidade no dia a dia da pessoa autista, além das apresentações de Nara Gisele, Jéssica Torres, Lucas Ferreira, Andressa Santos e Thiago Castro, que abordarão temas como intervenções terapêuticas, Transtorno Opositor Desafiador (TOD), funções executivas, TDAH, uso de telas e diagnóstico precoce de bebês com risco para autismo.
Mais do que um congresso científico, o Neurodiverso se consolida como um espaço de construção coletiva, promovendo conhecimento, acolhimento e reflexão sobre a importância de uma sociedade mais inclusiva, acessível e preparada para respeitar as diferentes formas de desenvolvimento humano.
A programação segue até este sábado (30), com novas palestras, debates e atividades voltadas à atualização profissional e ao fortalecimento das redes de cuidado e inclusão. Com grande adesão do público já no primeiro dia, o Congresso Neurodiverso reafirma seu protagonismo entre os principais eventos da área no Brasil.
Fonte: Ascom








