Na manhã desta quinta-feira (19), obra de autoria da Prefeitura de São Paulo, com intuito de garantir moradia provisória para pessoas em situação de rua, foi furtada e depredada. Localizada no conjunto habitacional José Bonifácio, em Itaquera, zona leste da capital paulista, o canteiro teve materiais destruídos e foi alvo de pichações depreciativas e hostis contra a presença de pessoas em vulnerabilidade social.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), foram levados materiais da obra, como bebedouro, latas de tinta, trincha, rolo, estopa, diluente do tipo thinner, disco de corte, cadeado, madeiras, arame, prego, extensão, picareta, marreta, pás, enxada, cavaleira, alavanca, martelo e arco de serra.
Além disso, trabalhadores encontraram pichações em um contêiner, usado como apoio na construção, com mensagens em protesto a uma suposta transferência e abrigo de usuários de drogas ao local. “Noia aqui não”, “Cracolândia aqui não” e “Fora albergue” foram algumas das mensagens pichadas.
Foto: Divulgação/SMADS
A empresa responsável pelas obras registrou um boletim de ocorrência no 103° DP (Itaquera/Cohab II), informou a prefeitura. Durante agenda na manhã desta sexta-feira, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse acreditar que o episódio foi “uma ação isolada”.
Moradia transitória
A proposta do projeto Vila Reencontro é destinar “moradia transitória para pessoas e famílias em situação de rua”, segundo a prefeitura. Cada família pode ficar nas moradias por até dois anos. Enquanto estão na vila, essas pessoas têm acesso a cursos de capacitação e inscrição em programas de trabalho. A unidade de Itaquera terá 56 casas modulares, que poderão acolher mais de 200 pessoas. A previsão para a entrega das obras é no primeiro semestre de 2024, de acordo com a SMADS.