Portugal elegeu neste domingo (8) o socialista António José Seguro como novo presidente da República. Com quase a totalidade das urnas apuradas, o candidato obteve cerca de dois terços dos votos válidos, superando André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega.
A vitória já havia sido antecipada por pesquisas de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação. Aos 63 anos, Seguro chega à Presidência com apoio amplo de forças políticas tradicionais, incluindo setores de centro, em uma disputa marcada pela tentativa de conter o avanço do discurso populista e anti-imigração representado por Ventura.
Em declaração após o resultado, Seguro afirmou estar emocionado com a resposta do eleitorado e destacou o compromisso do país com a democracia, a liberdade e o futuro nacional. Ventura reconheceu a derrota nas redes sociais, agradeceu aos apoiadores e disse que seu campo político sai fortalecido do pleito.

Apesar do revés, o candidato do Chega consolidou sua projeção nacional. O partido tornou-se, no ano passado, a segunda maior força no Parlamento português, reflexo do crescimento da extrema direita no país e em outras partes da Europa.
A eleição ocorreu em meio a fortes tempestades que atingem Portugal nas últimas semanas. Em alguns municípios do sul e do centro do país, a votação foi adiada por uma semana, afetando cerca de 37 mil eleitores, sem impacto no resultado final. Ventura criticou a manutenção da data, enquanto Seguro manifestou solidariedade às famílias atingidas e reforçou a importância do voto.
Portugal adota o sistema semipresidencialista, no qual o presidente exerce funções majoritariamente








