
Leny Andrade, grande nome da MPB e do jazz brasileiros, morreu hoje aos 80 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais da cantora.
Ela morava no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e no mês passado passou duas semanas internada com pneumonia.
Leny era admirada por ícones da música nacional e mundial. Um de seus fãs era Tony Bennett, que assistia a seus shows na primeira fila. No Brasil, seus fãs incluem Margareth Menezes, Mônica Salmaso e Zélia Duncan, que demonstravam sua admiração no Instagram da cantora.
A cantora acompanhou o surgimento da Bossa Nova. Aos 15 anos, já se apresentava em bailes e programas de calouros, e foi convidada a cantar no Beco das Garrafas — travessa conhecida como o berço da Bossa Nova. Conheceu nomes como Sérgio Mendes e Tom Jobim — que, de acordo com Leny em entrevista ao UOL em 2019, “não era homem para atacar”:
“Ele era intocável, feito uma divindade. Eu não o via como um corpo, mas como um som, uma harmonia. Preferia me aprofundar no espiritual do que ir por outro caminho. Eu o queria ali, onde eu tinha ele. A transa era outra”, disse Leny Andrade sobre Tom Jobim.
Leny foi uma das responsáveis por levar a música brasileira ao resto do mundo. Passou cinco anos morando no México e chegou a ter um apartamento em Nova York, onde se apresentava com frequência.
Fonte: Uol








