
O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que ele presidia desde 2022. Jungmann enfrentava um câncer no pâncreas e vinha passando por sucessivas internações desde o fim do ano passado.
Com uma trajetória marcada pela atuação em diferentes áreas da administração pública, Jungmann ocupou cargos estratégicos em governos distintos e teve papel relevante no cenário político nacional. Ao longo da carreira, esteve à frente de ministérios durante as gestões de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, além de ter exercido mandatos no Legislativo.
No governo FHC, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias, além de ter passagem pelo Ministério do Meio Ambiente. Anos depois, já na gestão de Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública. Nesse período, coordenou ações amparadas por decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados que enfrentavam crises na área da segurança.
Natural de Pernambuco, Jungmann construiu sua carreira política no estado. Foi eleito deputado federal em 2002, reelegendo-se em 2006. Em 2010, disputou uma vaga no Senado, sem sucesso. Dois anos depois, venceu as eleições para a Câmara Municipal do Recife. Nas eleições de 2014, ficou na suplência para a Câmara dos Deputados e reassumiu mandato em 2015, quando se posicionou na oposição ao governo da então presidente Dilma Rousseff e defendeu o impeachment.
Ainda no Congresso, atuou como vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou irregularidades na compra de ambulâncias, e participou ativamente da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre o comércio de armas de fogo.
Na juventude, Raul Jungmann militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo dos anos, passou por diferentes legendas, como MDB, PPS e PMDB, refletindo uma trajetória política marcada por mudanças de posicionamento e amplas articulações no cenário nacional.
Além da vida política, Jungmann também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele chegou a ser investigado por suspeitas relacionadas a contratos firmados durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas o inquérito foi posteriormente arquivado pela Justiça Federal.








