
A jornalista Flávia Morena de Area Leão Bacelar morreu aos 31 anos após complicações provocadas por um câncer agressivo, que teria sido confundido inicialmente com uma hérnia. Ela faleceu na quinta-feira (12), em Teresina, depois de seis dias internada no Hospital HTI, onde deu entrada com dores intensas nas costas.
Segundo familiares, Flávia vinha tratando o desconforto na coluna com medicação prescrita, o que pode ter amenizado os sintomas e retardado a identificação da doença. Durante a internação, exames apontaram a presença de nódulos no fígado. O irmão da jornalista, Luís Paulo Cochá, afirmou que o quadro evoluiu de forma rápida e agressiva, levando à falência múltipla de órgãos e insuficiência cardíaca.
A origem do câncer ainda não foi determinada. A família lembra que Flávia havia passado por uma cirurgia para retirada de um mioma uterino cerca de dez meses antes e, na ocasião, os exames não indicaram outros problemas de saúde, o que reforça a suspeita de evolução acelerada da doença.
Com o agravamento do estado clínico, a jornalista chegou a ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e submetida à intubação, mas não resistiu. A unidade hospitalar foi procurada para esclarecimentos, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí em 2017, Flávia atuou como repórter e assessora de comunicação. Atualmente, trabalhava na agência digital Global Monster, que lamentou a perda nas redes sociais, destacando a dedicação profissional e o carisma da jornalista.
O corpo foi velado em uma funerária no bairro Piçarra e sepultado no Cemitério São José, no bairro Matinha, na zona Norte da capital, com a presença de familiares, amigos e colegas de profissão. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí também publicou nota de pesar em homenagem à jornalista.








