O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. A saída está prevista para ocorrer a tempo de cumprir o prazo legal de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para integrantes do governo que pretendem concorrer a cargos públicos.
A decisão foi tomada após conversas com o presidente Lula, que considera estratégica a candidatura no maior colégio eleitoral do país. O objetivo é fortalecer o palanque governista no estado, onde o atual governador, Tarcísio de Freitas, aparece como principal adversário.
Nos bastidores, aliados afirmam que Haddad vinha demonstrando resistência à disputa, principalmente pelo receio de enfrentar uma eleição competitiva. A avaliação no Palácio do Planalto, porém, é de que sua presença na corrida paulista pode ter impacto relevante no cenário político nacional.

Levantamento recente do Datafolha indica que Tarcísio lidera a disputa pelo governo do estado com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 31%. Outros nomes citados na pesquisa têm percentuais menores, como Paulo Serra e Kim Kataguiri, ambos com 5%, e Felipe D’Avila, com 3%.
Entre aliados do ministro, a avaliação é de que ele reúne maior competitividade dentro do campo governista para enfrentar o atual governador. A possibilidade de montar uma chapa com nomes de peso também é discutida. Entre as articulações, está a hipótese de candidaturas ao Senado das ministras Marina Silva e Simone Tebet.
Nos próximos dias, Haddad deve se dedicar à organização da candidatura e à formação de alianças políticas no estado, etapa considerada decisiva para a consolidação da campanha ao Palácio dos Bandeirantes.








