O Grupo de Iniciação Científica do curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal do Piauí (IFPI) do Campus Oeiras vem se destacando pelo desenvolvimento de pesquisas voltadas à produção e caracterização de novos materiais com potencial para aplicações tecnológicas e ambientais.
Sob a orientação do professor Júnior Ferreira, os estudantes Clerislene (Módulo V), Dheymesson (Módulo V), Heliton (Módulo III), Nathally (Módulo V) e Vitória (Módulo III) têm consolidado uma trajetória marcada pela dedicação, pelo trabalho colaborativo e pela busca constante por inovação científica.
As atividades experimentais tiveram início em junho de 2025, quando os estudantes passaram a desenvolver intensamente as pesquisas nos laboratórios do Campus Oeiras. Em novembro de 2025, o projeto foi oficialmente aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), fortalecendo o desenvolvimento das pesquisas e ampliando as possibilidades de investimento nas atividades científicas.
Desde então, o grupo vem conciliando a rotina acadêmica com experimentos realizados em diferentes horários, incluindo manhãs, noites, madrugadas, sábados e domingos, evidenciando o compromisso dos estudantes com a produção científica e a busca por resultados de excelência.

Entre as principais linhas de pesquisa desenvolvidas está a síntese de nanotubos de titanato de sódio associados a materiais magnéticos, com o objetivo de produzir semicondutores com potencial para aplicações fotocatalíticas. Esses materiais poderão contribuir futuramente para processos de degradação de poluentes, tratamento de água e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
Para garantir a qualidade das análises, os estudantes utilizam a infraestrutura do Laboratório FISMAT, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), vinculado ao setor de Engenharia de Materiais, onde são realizadas importantes caracterizações dos materiais produzidos no IFPI Campus Oeiras. Essa parceria fortalece a formação científica dos pesquisadores e amplia as possibilidades de desenvolvimento tecnológico.
Outra frente de pesquisa desenvolvida pelo grupo envolve a síntese de nanotubos utilizando o mesocarpo do coco babaçu, matéria-prima abundante na região Nordeste. O objetivo é produzir pontos de carbono (Carbon Dots – C-Dots), nanomateriais com propriedades ópticas e eletrônicas promissoras para aplicações em sensores, dispositivos eletrônicos, bioimagem e processos fotocatalíticos.
Os resultados dessa pesquisa renderam a apresentação da primeira síntese durante o X Workshop do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM), realizado nos dias 11 e 12 de junho de 2026, representando um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos estudantes do IFPI Campus Oeiras.

Além das atividades experimentais, o grupo dedica-se continuamente ao aperfeiçoamento teórico e técnico, aprofundando os estudos em ferramentas de tratamento e análise de dados, como o OriginPro, e em técnicas avançadas de caracterização de materiais, entre elas a Espectroscopia Raman, fundamentais para compreender as propriedades estruturais, químicas e ópticas dos materiais sintetizados.
Grande parte das caracterizações também é realizada nos laboratórios de Física e Química do IFPI Campus Oeiras, demonstrando a intensa rotina de pesquisa vivenciada pelos estudantes. O empenho da equipe vai além do horário regular de funcionamento da instituição, envolvendo atividades desenvolvidas durante manhãs, noites, madrugadas e fins de semana, sempre em busca de resultados cada vez mais consistentes.
“A experiência na Iniciação Científica proporciona aos estudantes uma formação que ultrapassa os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolvendo competências relacionadas à pesquisa, ao pensamento crítico, ao trabalho em equipe e à produção do conhecimento científico. Ao mesmo tempo, fortalece a integração entre ensino, pesquisa e inovação, pilares fundamentais da missão institucional do IFPI”, disse o orientador.
Fonte: Ascom IFPI








