O WTI, padrão para o mercado dos Estados Unidos, subia 1,68%, a US$ 90,60 o barril. Nas primeiras horas desta sexta, Israel bombardeou a Faixa de Gaza e deu início a uma evacuação em região próxima da fronteira com o Líbano, aumentando os rumores de que o país pode fazer uma incursão terrestre.
A escalada do conflito no Oriente Médio também segue afetando o mercado financeiro. Os principais índices das Bolsas de Valores na Ásia, em Tóquio, Seul e Xangai, fecharam no vermelho. Na Europa, a Bolsa de Valores de Londres operava em baixa de 1% no início do pregão. Paris (-1,17%) e Frankfurt (-1,32%) registravam perdas ainda maiores.
Guerra em Israel
A região do Oriente médio, entre a Europa e a Ásia, é reconhecidamente uma das regiões mais ricas em petróleo do globo terrestre, de modo que o Golfo Pérsico e a Mesopotâmia juntos somam 60% das reservas do planeta. Dentre os maiores extratores do recurso estão a Arábia Saudita, Emirados Árabes Iraque, Irã e Kuwait.
No início deste mês de outubro, o grupo terrorista Hamas iniciou bombardeios à Israel, expondo mais uma vez as tensões entre palestinos e israelenses. A região vive intenso conflito à décadas, desde a criação do Estado de Israel, através da qual foi divido o território local com a população árabe local após à 2ª Guerra Mundial, em forma de compensação ao povo judeu pelo holocausto nazifascista.
Os conflitos na região costumam alterar recorrentemente o fluxo de todos os mercados internacionais, da venda de hortaliças aos artigos de luxo, visto que o petróleo ainda é o principal recurso utilizado na produção de combustíveis, a exemplo da gasolina.