O Brasil entrou definitivamente para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (14). Em uma disputa realizada na cidade de Bormio, nos Alpes italianos, Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante, garantindo o primeiro título olímpico de inverno do país.
A prova, que integra o programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, é disputada em duas descidas por um percurso marcado por portas fincadas na neve. Vence o atleta que soma o menor tempo total ao final das baterias. Lucas fechou a competição com 2min25s, superando os suíços Marco Odermatt, medalhista de prata, e Loïc Meillard, que ficou com o bronze.

O desempenho decisivo veio logo na primeira descida, quando o brasileiro registrou 1min13s92 e assumiu a liderança. Na segunda passagem, mesmo terminando com o 11º melhor tempo (1min11s08), conseguiu administrar a vantagem e assegurar o lugar mais alto do pódio.
Nascido em Oslo, filho de mãe brasileira, Lucas tem uma trajetória marcada por mudanças importantes. Até 2023, ele defendia a Noruega e chegou a disputar os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, mas não concluiu as provas em que participou. Após anunciar uma pausa na carreira, decidiu retomar as competições em 2024 e, no ano seguinte, passou a representar o Brasil, alcançando pódios inéditos em etapas da Copa do Mundo de esqui alpino.

Com o ouro em Bormio, Lucas supera o melhor resultado brasileiro até então em Olimpíadas de Inverno, que pertencia a Isabel Clark, nona colocada no snowboard cross nos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim.
Outro brasileiro esteve na disputa do slalom gigante: Giovanni Ongaro, nascido na Itália e também filho de mãe brasileira, terminou a prova na 31ª colocação, com o tempo total de 2min34s15.
A participação do Brasil nos Jogos de Milão-Cortina ainda pode render novos resultados expressivos. Na segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília), acontece a prova de slalom, versão mais curta e técnica da modalidade. Além de Lucas e Giovanni, o país contará com o carioca Christian Soevik, ampliando a presença brasileira no esqui alpino olímpico.









