
Nesta quinta-feira (26), o presidente do Brasil, Lula da Silva (PT), participou de videoconferência com do órum de famílias de desaparecidos na guerra entre Israel e Hamas. O Itamary afirma terem morrido três brasileiros e um está desaparecido no conflito que ocorre no Oriente Médio.
De acordo com o Planalto, Lula participou pela manhã de uma videoconferência com famílias de brasileiros e de israelenses que estão em Israel, e lutam pela libertação dos cerca de 200 sequestrados pelo grupo fundamentalista.
Fórum é contrário a ajuda à Gaza

O presidente Lula defende, em discursos e orientações para a diplomacia brasileira em fóruns internacionais, a necessidade de um cessar-fogo e a abertura de um corredor humanitário para a retirada dos civis – a maior parte deles, crianças e mulheres –, no epicentro do conflito.
A posição do fórum de representantes das famílias dos reféns, no entanto, é contrária a liberação de ajuda humanitária no enclave palestino. Conforme noticiou o portal Deutsche Welle, parceiro do Metrópoles, a permissão de Israel para permitir a entrada de água, medicamentos e alimentos vindos do Egito, no sul de Gaza, incomodou parte dos familiares das vítimas reunidos no fórum.
Um comunicado divulgado pelo grupo disse que trata-se de “uma decisão terrível” permitir ajuda humanitária a Gaza. Com o grande número de reféns, entre eles civis, incluindo idosos, crianças e jovens, a tarefa para negociar a libertação do sequestrados é mais complicada.
Nessa quarta-feira (25/10), o petista afirmou que a situação no Oriente Médio não é uma guerra, e sim um “genocídio”, e defendeu que o ataque terrorista do Hamas a Israel não justifica a reação do governo de Benjamin Netanyahu e a morte de centenas de crianças e civis.
A conversa do petista com representantes do fórum não estava prevista na agenda oficial enviada pelo Planalto. Lula decidiu estender a conversa e cancelou um café da manhã com jornalistas, que foi adiado para esta sexta-feira (27), aniversário dele.
Além de Lula, também participam da videoconferência com o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, formado para representar algumas das famílias dos sequestrados, os assessores especiais da Presidência Celso Amorim e Clara Ant, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Fonte: Ana Flávia Castro/Metrópoles








