O Metrô já havia tido prejuízo bilionário nos anos da pandemia, que somou R$ 3,6 bilhões nos anos de 2021 e 2022. Nos seis primeiros meses deste ano, o cenário não se alterou. A empresa já registrou um prejuízo de R$ 650,9 milhões, 3,3% maior do que registrado entre janeiro e junho do ano passado.
Antes da ajuda do governo do Estado, a empresa já havia feito movimentos para tentar obter mais recursos de forma independente. No ano passado, o Metrô obteve autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emitir debêntures (títulos de empréstimos oferecidos ao mercado) e já lançou R$ 400 milhões em papéis do tipo.
Mesmo assim, o passivo circulante (dívidas de curto prazo) somam mais de R$ 1 bilhão, ainda segundo o último relatório financeiro da companhia.
O governo do Estado tem planos de privatizar a companhia, a exemplo do processo em curso na Sabesp. O governador Tarcísio de Freitas anunciou a proposta em abril. Atualmente, o Metrô cuida das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do sistema de trilhos da cidade. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás já foram concedidas à iniciativa privada.