
A poucos meses do início do calendário eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral definiu a nova composição de sua cúpula. Em eleição realizada nesta terça-feira (14), o ministro Kassio Nunes Marques, piauiense, foi escolhido para presidir a Corte, tendo como vice o ministro André Mendonça.
A mudança ocorre após a decisão da atual presidente, Cármen Lúcia, de antecipar sua saída do comando do tribunal. Embora pudesse permanecer até o início de junho, a ministra optou por deixar o cargo antes do prazo para facilitar a transição em um ano marcado por eleições gerais.
A posse de Nunes Marques está prevista para o fim de maio, quando ele assumirá a responsabilidade de conduzir todo o processo eleitoral no país. Entre as atribuições estão a coordenação do registro de candidaturas, a organização da logística das urnas eletrônicas, o julgamento de ações e o enfrentamento à desinformação durante o pleito. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro.
A escolha segue a tradição interna da Justiça Eleitoral, em que a presidência é ocupada por ministros do Supremo Tribunal Federal que também integram o TSE, respeitando o critério de antiguidade. A votação, de caráter simbólico, foi realizada com o uso de urna eletrônica.
Com a nova configuração, será a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro comandarão o tribunal durante uma eleição geral.
Natural de Teresina, Nunes Marques tem 53 anos e chegou ao STF em 2020. Antes disso, construiu carreira no Judiciário como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e também atuou como advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.
O TSE é formado por sete ministros: três oriundos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas indicados pelo presidente da República, além de seus respectivos substitutos. O mandato da presidência é de dois anos.








