
Teve início nesta terça-feira (14), na Escola de Gestão e Controle do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), em Teresina, a Missão de Arranque do Projeto Sertão Vivo Piauí, promovida pela Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada). A programação, que segue até esta quarta-feira (15), reúne representantes do Governo do Estado, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de equipes técnicas e instituições parceiras, marcando o início da fase de execução da iniciativa no estado.
Durante os dois dias, os participantes alinham as estratégias de implementação do projeto, definem procedimentos técnicos e administrativos, estabelecem a estrutura de governança e o cronograma das primeiras ações. A programação também contempla discussões sobre assistência técnica e extensão rural (ATER), monitoramento, gestão financeira, comunicação, salvaguardas socioambientais e climáticas, além da integração com outras políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças do clima.
Resultado da parceria entre o Governo do Estado, por meio da Sada, o FIDA, o BNDES e o Green Climate Fund, o Projeto Sertão Vivo é um dos maiores investimentos voltados à adaptação climática no semiárido piauiense. A iniciativa prevê ações para ampliar a segurança hídrica, fortalecer a produção sustentável de alimentos, recuperar áreas degradadas, implantar tecnologias de convivência com o Semiárido e garantir assistência técnica continuada às famílias beneficiadas.

“A expectativa é atender aproximadamente 37,6 mil famílias, cerca de 150,5 mil pessoas, em 90 municípios distribuídos por 11 Territórios de Desenvolvimento do Piauí. O público prioritário inclui agricultores familiares, assentados da reforma agrária, mulheres, jovens rurais e povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas, ribeirinhos e extrativistas”, explica o secretário da Sada, João Rodrigues.
No Piauí, a Sada é a responsável pela execução do projeto. Além dos investimentos em infraestrutura e produção, o Sertão Vivo também contempla capacitação, fortalecimento das organizações comunitárias e ações de gestão do conhecimento, contribuindo para ampliar a resiliência das comunidades rurais e promover o desenvolvimento sustentável nos territórios atendidos.









