Um policial militar identificado como Gabriel Veras Tomaz Silva, de 24 anos, é suspeito de agredir, ameaçar e manter a ex-namorada em cárcere privado em um condomínio no bairro Santa Lia, zona Leste de Teresina. O caso teria ocorrido entre a manhã de domingo (26) e a madrugada de segunda-feira (27) e mobilizou equipes da Polícia Militar após pedidos de socorro da vítima.
De acordo com relatos de familiares, a jovem conseguiu acionar amigos por meio de mensagens em grupos de WhatsApp, informando que estava em situação de risco e que o suspeito estava armado. A partir disso, conhecidos acionaram a polícia e foram até o local para prestar ajuda.
Segundo as denúncias, as agressões começaram ainda no início do domingo e se intensificaram ao longo do dia, com episódios de violência física em diferentes ambientes do apartamento. A vítima afirma que também sofreu ameaças e foi impedida de deixar o imóvel, além de relatar tentativa de violência sexual.

Familiares apontam que o policial permaneceu armado em parte do tempo e teria feito ameaças contra si e contra a jovem. Mesmo sob agressões, ela conseguiu manter contato com pessoas próximas, o que possibilitou o acionamento das autoridades.
A atuação dos policiais que atenderam à ocorrência também passou a ser questionada. De acordo com os relatos, ao chegarem ao condomínio, os agentes prestaram atendimento inicial, mas depois teriam permanecido dentro do apartamento conversando com o suspeito, enquanto a vítima aguardava no corredor.
Testemunhas afirmam que colegas do policial teriam ido ao local e permanecido em contato com ele durante a ocorrência. Há ainda a denúncia de que o suspeito tentou inverter a situação em grupos internos, alegando que a jovem não aceitava o fim do relacionamento.
Na delegacia, familiares relatam que a vítima se sentiu intimidada e que a gravidade das denúncias não teria sido plenamente considerada. Apesar de não haver registro imediato de lesões aparentes, a jovem apresentava dificuldades para se locomover e sinais de agressão, segundo relatos.
O caso também trouxe à tona um possível histórico de violência no relacionamento. De acordo com a família, episódios anteriores não foram denunciados por medo, especialmente pelo fato de o suspeito integrar a corporação policial.
As circunstâncias da ocorrência e a conduta dos envolvidos devem ser apuradas pelas autoridades competentes.








