
Após mais de dez anos mantendo a mesma base mecânica, a Toyota revelou oficialmente a nova geração da Hilux. A picape, que é líder global de vendas em seu segmento, chega à sua nona versão com uma proposta ousada: unir o legado de robustez à era da eletrificação.
A nova linha segue a filosofia “multienergia”, permitindo ao consumidor escolher entre versões elétricas, híbridas e a tradicional diesel. A aposta simboliza o movimento da montadora em direção a uma transição energética gradual, sem abrir mão do público fiel que confia no motor a combustão.

Apresentada na Tailândia nesta segunda-feira (10), a principal novidade é a Hilux e-Travo, denominação que a versão elétrica receberá em alguns mercados. O modelo utiliza uma bateria de íon-lítio de 59,2 kWh e dois eixos elétricos, garantindo tração integral permanente e torque imediato.
Com autonomia estimada em 240 km, a picape elétrica foi desenvolvida especialmente para uso urbano e trajetos de curta distância. Mesmo com a nova tecnologia, a Toyota assegura que a estrutura sobre chassi e a resistência off-road continuam como marcas registradas.

Para mercados que ainda dependem do motor a diesel, como o brasileiro, a aposta mais provável será a Hilux Hybrid 48V. O sistema combina o conhecido propulsor 2.8 turbodiesel a um pequeno motor elétrico auxiliar, alimentado por bateria de 48 volts.
A proposta é otimizar o desempenho, reduzir o consumo e garantir partidas mais suaves. O conjunto mantém os números de força que consagraram o modelo: 1 tonelada de carga útil e 3,5 toneladas de capacidade de reboque.

A Toyota, entretanto, não anunciou aumento de potência. O motor permanece com 204 cv e 50,9 kgfm de torque, segundo dados divulgados na Tailândia.
A nona geração da Hilux foi redesenhada sob o conceito “Tough and Agile” (robusta e ágil). A dianteira ganhou faróis mais estreitos, capô elevado e uma barra frontal destacando o nome da marca. A versão elétrica se diferencia pela grade totalmente fechada, que melhora a aerodinâmica.

No interior, o salto tecnológico é evidente. O painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas e a central multimídia de mesmo tamanho seguem o padrão do novo Land Cruiser. Outra novidade é a direção elétrica, disponível nas versões topo de linha e na BEV, prometendo mais conforto e precisão na condução.
A Toyota ainda não confirmou quando a nova Hilux chegará ao Brasil, mas há fortes indícios de que o modelo será produzido na fábrica de Zárate, na Argentina, responsável por abastecer o mercado sul-americano.
Prototipagens já foram flagradas em testes na região, o que reforça a expectativa de lançamento até o fim de 2026. Com isso, a nova Hilux promete combinar tradição e inovação, mantendo-se como uma das picapes mais desejadas do mundo, agora pronta para o futuro elétrico.









