quarta-feira, 16 setembro, 2026
  • Anuncie
  • Contatos
EXTRA1
No Result
View All Result
  • Home
  • POLÍTICA
  • EDUCAÇÃO
  • ESPORTES
  • CIDADES
  • ENTRETENIMENTO
  • SAÚDE
  • MEIO AMBIENTE
  • MUNDO
  • GERAL
  • Colunas
    • Motor Mais
  • Home
  • POLÍTICA
  • EDUCAÇÃO
  • ESPORTES
  • CIDADES
  • ENTRETENIMENTO
  • SAÚDE
  • MEIO AMBIENTE
  • MUNDO
  • GERAL
  • Colunas
    • Motor Mais
No Result
View All Result
EXTRA1
No Result
View All Result
Home DESTAQUES

OMS declara emergência internacional por surto de Ebola na RDC e em Uganda; risco para o Brasil segue baixo

Infectologista explica que a medida tem caráter preventivo e não muda a rotina da população brasileira

Flávio Figueredo por Flávio Figueredo
28 de maio de 2026
em DESTAQUES, SAÚDE

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A decisão tem como objetivo ampliar a cooperação entre países, acelerar o envio de equipes, insumos e apoio às regiões afetadas e fortalecer as ações de vigilância para conter a transmissão na origem.

Apesar da gravidade do cenário nos países com circulação ativa do vírus, especialistas reforçam que a medida não representa uma situação de pânico global nem indica risco iminente para a população brasileira. No Brasil, o risco para a maioria das pessoas é considerado baixo, especialmente para quem não viajou recentemente a áreas com transmissão ativa.

Para Silvia Nunes Szente Fonseca, médica infectologista e professora do IDOMED (Instituto de Educação Médica), a declaração da OMS deve ser compreendida como uma estratégia de prevenção e resposta internacional.
“Quando a OMS declara uma emergência desse tipo, o objetivo é mobilizar recursos, equipes e vigilância para controlar o surto onde ele está acontecendo. Isso não significa que exista uma ameaça direta à rotina da população brasileira. O mais importante é acompanhar informações oficiais e evitar interpretações alarmistas”, explica.

Foto: Divulgação

Diferentemente de vírus respiratórios, como influenza e Covid-19, o Ebola não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas, ou com materiais contaminados por esses fluidos. Por esse motivo, a disseminação da doença depende de situações específicas de exposição.

A principal recomendação, neste momento, é voltada a pessoas que tenham viagem prevista ou retorno recente de áreas com transmissão ativa. Nesses casos, é importante evitar contato com pessoas doentes, animais silvestres, especialmente morcegos e primatas, e situações de maior risco, como rituais fúnebres que envolvam contato direto com corpos. Também é recomendado procurar orientação médica caso surjam sintomas após o retorno de uma região afetada.

Para a população que não esteve em áreas de surto, não há necessidade de mudança na rotina. Medidas gerais de higiene, atenção a sintomas após viagens internacionais e busca por informações em canais oficiais seguem sendo as orientações mais adequadas. “A melhor forma de prevenção, neste momento, é a informação correta. Não há razão para pânico, fechamento de atividades ou mudança de hábitos da população que não teve exposição a áreas de risco. O cuidado especial é para viajantes e profissionais que atuam diretamente em regiões afetadas. Para o público em geral, a recomendação é manter a calma e acompanhar os comunicados de fontes oficiais”, orienta Silvia.

Transmissão exige contato direto, reforça especialista

A forma de transmissão do Ebola ajuda a explicar por que o risco para a população geral brasileira permanece baixo. Segundo Rita Valente, professora de Biomedicina da Wyden, o vírus exige condições específicas para que ocorra contaminação. “O Ebola não se comporta como um vírus respiratório. Ele não é transmitido pelo ar em situações cotidianas, como estar no mesmo ambiente ou cruzar com uma pessoa na rua. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada e sintomática, ou com materiais contaminados por esses fluidos”, explica.

Foto: Divulgação

Rita também destaca que, em situações de surto, o diagnóstico laboratorial e a vigilância epidemiológica são fundamentais para confirmar casos e orientar a resposta das autoridades sanitárias. “Em eventos como esse, a confirmação laboratorial é essencial para identificar o agente infeccioso e direcionar as medidas de controle. Para quem não esteve em áreas afetadas, a principal recomendação é evitar conteúdos alarmistas e buscar informações em fontes oficiais”, complementa.

Sobre o Vírus e sintomas

Segundo a OMS, o episódio atual envolve o vírus Bundibugyo, uma espécie de ebolavírus considerada menos conhecida pela comunidade científica para a qual ainda não há vacina ou tratamento específico aprovado. Os dados do surto seguem em atualização pelas autoridades sanitárias internacionais.

Segundo o professor da Estácio, farmacêutico e doutor em Ciências da Saúde, Bruno Araujo, o Ebola continua sendo uma das doenças virais mais letais já conhecidas. “O Ebola é uma febre hemorrágica viral conhecida pela alta letalidade. Identificado pela primeira vez em 1976, próximo ao rio Ebola, na atual República Democrática do Congo, o vírus ganhou notoriedade pelos surtos devastadores registrados no continente africano”, explica.

Foto: Divulgação

A doença costuma se manifestar inicialmente com febre alta, dores musculares intensas, fraqueza e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir rapidamente para hemorragias severas e falência múltipla de órgãos. O especialista destaca que a preocupação atual está ligada justamente à variante Bundibugyo. Enquanto a cepa Zaire, responsável pelas maiores epidemias do passado, já possui vacinas e medicamentos empregados em surtos recentes, a nova variante ainda carece de arsenal terapêutico validado.

“O principal fator de preocupação é justamente a ausência de ferramentas específicas contra essa variante. Na prática, os médicos dependem apenas de medidas de suporte clínico, como hidratação intensa, correção de distúrbios metabólicos e estabilização respiratória. Em doenças tão agressivas, isso reduz consideravelmente as chances de sobrevivência”, afirma.

Para o docente da Estácio, o novo surto serve como um importante lembrete sobre a necessidade de vigilância epidemiológica e cooperação internacional. “O Ebola nos lembra que epidemias continuam sendo uma ameaça global em um mundo altamente conectado. Em poucas horas, um vírus pode atravessar continentes; em poucos dias, desafiar sistemas inteiros de saúde pública. A velocidade da resposta internacional e a capacidade de vigilância serão decisivas para impedir que essa emergência se torne uma crise ainda maior”, conclui.

Fonte: Ascom

Tags: Ebolaemergência internacionalOMSsurto

Leia Também

Renault Geely do Brasil anuncia o início da produção do EX5 EM-i no país
DESTAQUES

Renault Geely do Brasil anuncia o início da produção do EX5 EM-i no país

Projeto da UPA Satélite reduz em 59,7% tempo de permanência de pacientes
DESTAQUES

Projeto da UPA Satélite reduz em 59,7% tempo de permanência de pacientes

Teresina tem atendimentos gratuitos em cinco especialidades médicas em setembro
DESTAQUES

Teresina tem atendimentos gratuitos em cinco especialidades médicas em setembro

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mercedes
Peugeot

RECENTES

Renault Geely do Brasil anuncia o início da produção do EX5 EM-i no país

Renault Geely do Brasil anuncia o início da produção do EX5 EM-i no país

Projeto da UPA Satélite reduz em 59,7% tempo de permanência de pacientes

Projeto da UPA Satélite reduz em 59,7% tempo de permanência de pacientes

Teresina tem atendimentos gratuitos em cinco especialidades médicas em setembro

Teresina tem atendimentos gratuitos em cinco especialidades médicas em setembro

Volvo EX30 pode ser utilizado como um power bank

Volvo EX30 pode ser utilizado como um power bank

  • Anuncie
  • Contatos

Direitos autorais © 2023 Extra1 - A Extra1 não é responsável pelo conteúdo de sites externos. Leia sobre nossa abordagem à vinculação externa.

No Result
View All Result
  • Home
  • POLÍTICA
  • EDUCAÇÃO
  • ESPORTES
  • CIDADES
  • ENTRETENIMENTO
  • SAÚDE
  • MEIO AMBIENTE
  • MUNDO
  • GERAL
  • Colunas
    • Motor Mais

Direitos autorais © 2023 Extra1 - A Extra1 não é responsável pelo conteúdo de sites externos. Leia sobre nossa abordagem à vinculação externa.