No mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) está levando unidades móveis de mamografia para 21 cidades do Piauí, incluindo Teresina. O objetivo do Outubro Rosa é compartilhar informações sobre o câncer de mama, promovendo a conscientização sobre a doença e ampliando o acesso aos serviços de diagnóstico, contribuindo assim para a redução da mortalidade.

Desde o início do projeto, as unidades móveis de mamografia da Sesapi já realizaram um impressionante total de 49.955 exames em mulheres entre 40 e 69 anos. Os serviços serão disponibilizados em várias cidades, como Canto do Buriti, Esperantina, Picos, Eliseu Martins, José de Freitas, Francinópolis, Manoel Emídio, Novo Oriente, Tamboril, Teresina, Nova Santa Rita, Pedro Laurentino, Barra do Alcântara, Socorro do Piauí, Várzea Grande, Paes Landim, Batalha, São Miguel do Fidalgo, Aroazes, Lagoa Alegre e São José do Peixe.
“Para ter acesso aos exames de mamografia nas unidades móveis, os pacientes devem procurar a atenção básica de seu município para o devido encaminhamento e agendamento”, esclarece Rodrigo Martins, Diretor de Auditoria da Sesapi. Cada unidade tem a capacidade de realizar 80 mamografias por dia, totalizando 480 exames diários quando consideramos todas as unidades. Os resultados dos exames são encaminhados às secretarias municipais para que os médicos locais façam os encaminhamentos adequados.
Em relação aos dados sobre o câncer de mama, até setembro de 2023, o estado do Piauí registrou 169 novos casos da doença, com 60 óbitos em mulheres entre 50 e 69 anos e 125 óbitos em mulheres de outras faixas etárias. No ano anterior, foram 635 novos casos, com 114 óbitos em mulheres entre 50 e 69 anos e 221 óbitos em mulheres de todas as idades.
O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos realizem mamografias a cada dois anos, enquanto aquelas com fatores de risco devem consultar um especialista e fazer exames anualmente a partir dos 35 anos. “O diagnóstico precoce é crucial, pois aumenta as chances de cura e minimiza o impacto físico e emocional na vida das mulheres”, alerta Auzenir Moura Fé, coordenadora da Saúde da Mulher da Sesapi.








