O Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI) realizou, nesta segunda-feira (23), a abertura do II Encontro Estadual da Magistratura, reunindo magistrados e magistradas de todo o estado no Auditório Multiuso do Complexo Judiciário, em Teresina. A iniciativa, promovida pela Corregedoria Geral da Justiça, tem como objetivo fortalecer a atuação jurisdicional por meio do diálogo institucional, da atualização jurídica e da construção coletiva de soluções.
Durante a solenidade de abertura, o presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, destacou a complexidade do exercício da magistratura na atualidade, enfatizando a necessidade de sensibilidade, equilíbrio e adaptação diante das transformações sociais e institucionais.

“Ser juiz hoje em dia é mais que decidir. É compreender, equilibrar e resistir às pressões do tempo e dialogar com ele”, afirmou o presidente. Em sua fala, o chefe do Judiciário piauiense ressaltou ainda que o papel do magistrado vai além da aplicação técnica do Direito, exigindo uma atuação comprometida com a realidade social, com a escuta qualificada e com a responsabilidade institucional. Segundo ele, o Judiciário contemporâneo demandas decisões que estejam conectadas com os desafios do presente, sem perder de vista os princípios que garantem a estabilidade e a confiança na Justiça.
O desembargador Aderson Nogueira também reforçou a importância de momentos como o Encontro Estadual da Magistratura para o fortalecimento da unidade institucional. Para o presidente, o compartilhamento de experiências, a reflexão crítica e a construção de enunciados jurídicos contribuem diretamente para a evolução da prestação jurisdicional no estado.

A abertura contou ainda com pronunciamento do corregedor-geral da Justiça, desembargador Erivan Lopes, que destacou o encontro como um espaço estratégico para avaliação de desempenho, aperfeiçoamento de práticas e alinhamento das diretrizes institucionais do Poder Judiciário.
Ao longo da programação, o evento promove debates sobre temas relevantes nas áreas cível, criminal e de fazenda pública, além da apresentação e discussão de propostas de enunciados jurídicos, que visam uniformizar entendimentos e aprimorar a atuação dos magistrados.
Fonte: TJPI








