Um projeto de monitoramento climático desenvolvido em Teresina pretende ampliar o conhecimento sobre as variações ambientais da capital. Chamado de HomeLab Ambiental, o estudo propõe a instalação de sensores hiperlocais para mapear microclimas e identificar áreas com maior concentração de calor na cidade.
A proposta está sendo conduzida pelo jovem pesquisador João Antônio Martins, que investe na coleta de dados ambientais para ajudar a compreender como temperatura, umidade e qualidade do ar se comportam em diferentes regiões urbanas. A iniciativa ainda está em fase de desenvolvimento, mas já prevê a criação de uma rede híbrida de sensores distribuídos em espaços públicos e também em residências.

Com a consolidação do sistema, a expectativa é que as informações sejam disponibilizadas em tempo real, formando uma base de dados capaz de apoiar estudos científicos e orientar decisões relacionadas ao planejamento urbano e à adaptação às mudanças climáticas.
O projeto ganhou impulso após a submissão a um edital de incentivo à pesquisa voltado à Agenda 2030. Durante essa etapa, o trabalho contou com a orientação do professor Carlos Giovanni, que auxiliou na estruturação técnica da proposta e no direcionamento da coleta de dados em diferentes zonas climáticas da cidade.

Além do acompanhamento acadêmico, a iniciativa passou a receber apoio institucional da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), que oferece suporte ao desenvolvimento do projeto e integração com ambientes de inovação.
Segundo o pesquisador, a ideia nasceu do interesse em entender melhor o comportamento climático de Teresina e produzir informações que possam contribuir com políticas públicas voltadas à sustentabilidade e ao enfrentamento do calor urbano. A expectativa é que, com o avanço da rede de sensores, o projeto ajude a ampliar o acesso a dados ambientais e fortaleça iniciativas voltadas a uma cidade mais resiliente.









