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Home DESTAQUES

Um em cada dez medicamentos vendidos em países de baixa e média renda é falsificado

Tecnologia em codificação é aliada em batalha contra a fraude de medicamentos

Flávio Figueredo por Flávio Figueredo
24 de novembro de 2025
em DESTAQUES, SAÚDE
Foto: Freepik

Recente apontamento da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que um em cada dez medicamentos vendidos em países de baixa e média renda é falsificado ou de baixa qualidade. O tema, delicado e nocivo, levou ao lançamento, em maio deste ano, da publicação Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores, que mostra os riscos envolvidos no comércio de remédios. O material foi elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), em parceria com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

Em um sistema tão amplo, soluções tecnológicas apoiam a legislação e outras iniciativas de combate à fraude. A codificação dos produtos é uma delas, já que consegue acompanhar a origem do medicamento, o transporte e sua chegada ao cliente final.

O especialista Ramon Grasselli explica algumas das principais características nas embalagens e rótulos que configuram fraude. Ele é gerente comercial da Soma Solution, fornecedora de equipamentos de codificação industrial, inspeção e automação.

“Geralmente, medicamentos falsificados apresentam código de lote ilegível ou vencimento apagado. Além disso, a aparência de erros de ortografia na embalagem e lacres e selos danificados ou ausentes também são comuns”, diz.

Foto: Divulgação

Segundo ele, os medicamentos são alvo preferido de quem pratica a falsificação por conta do seu valor agregado. Por isso, é importante ficar atento às falhas para não comprar produtos falsificados que não trazem alívio à dor e, no final, só reforçam um esquema criminoso.

Enquanto, de um lado, o consumidor ajuda a desvendar crimes de falsificação, do outro, a indústria farmacêutica investe em tecnologias que reforçam a rastreabilidade. “O setor já conta com soluções eficazes que permitem atender à indústria em grande escala”, diz Ramon Grasselli .

Entre essas soluções estão equipamentos como a 1050, da Markem-Imaje, distribuídas no Brasil pela Soma Solution. O modelo é um codificador a jato de tinta térmico de alta resolução, desenvolvido para operar em altas velocidades. A 1050 permite codificar diversos tipos de embalagens e até cápsulas.

“Pode ser usado para volumes médios de produção, também por conta da sua simplicidade operacional, pela alta qualidade e pela integração em linhas de produção existentes”, destaca Grasselli. A 1050 produz códigos escaneáveis com 100% de legibilidade para rastreabilidade e controle de qualidade e pode ser aplicada para codificação de caixas, filmes plásticos, rótulos e latas.

Outra solução disponível no portfólio da empresa é a SmartLase C600, um equipamento de codificação e marcação a laser CO₂, que faz marcações permanentes, sem uso de consumíveis (como tintas) ou produtos químicos, tornando o processo mais limpo. Marca diferentes tipos de superfícies, como PET, vidro, etiquetas, filmes flexíveis, papel/cartão e metais revestidos.

Embora mais voltada ao setor alimentício, a SmartLase 350 também pode ser aplicada no setor farmacêutico. O equipamento tem capacidade para codificar mais de cem mil produtos por hora, incluindo embalagens metalizadas – como os blisters, geralmente feitos de plástico e alumínio.

“O trabalho é desafiador. A pirataria ultrapassou fronteiras e, mesmo que haja empenho, a fiscalização ainda é limitada diante da dimensão do mercado ilegal, mas soluções de rastreabilidade fazem um trabalho eficiente, que reduz ruídos e chances de quebras no meio do caminho”, sublinha o profissional da Soma Solution.

Tags: MedicamentosONURemédios

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