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Você ainda escreve à mão? Entenda a importância desse hábito para crianças e adultos

Prática da escrita estimula áreas do cérebro ligadas à memória, criatividade e aprendizagem, e deve ser estimulada tanto na infância quanto na idade adulta

Flávio Figueredo por Flávio Figueredo
13 de maio de 2026
em DESTAQUES, EDUCAÇÃO
Foto: Freepik

Em um cotidiano cada vez mais dominado por telas, teclados e comandos de voz, um hábito simples e tradicional vem perdendo espaço: escrever à mão. Seja para fazer anotações, estudar, planejar tarefas ou expressar sentimentos, transpor as ideias para a caneta e o papel ativa áreas do cérebro relacionadas à memória, coordenação motora, criatividade e compreensão.

Pelo mundo, o tema divide opiniões. Em 2016, a Finlândia deixou de exigir o ensino da letra cursiva “tradicional” nas escolas e passou a priorizar a digitação e a chamada “escrita de forma”. Nos Estados Unidos, a letra cursiva perdeu força a partir de 2010, quando os padrões educacionais do Common Core State Standards (que definem o que os alunos devem aprender em cada série, principalmente em Língua Inglesa e Matemática) retiraram a exigência formal do ensino da cursiva e incluíram habilidades de digitação – posteriormente, estados como a Califórnia e Flórida aprovaram leis para reintroduzir a prática nas salas de aula. Já países como a França continuam valorizando fortemente a escrita manual; enquanto no Japão o treino caligráfico faz parte da cultura escolar.

No ensino básico do Brasil, a Base Nacional Comum Curricular não determina explicitamente que a letra cursiva deva ser ensinada como conteúdo obrigatório isolado, mas contempla o ensino de diferentes formas de escrita, incluindo a cursiva, dentro do processo de alfabetização e letramento nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

“A BNCC não trata a letra cursiva como disciplina obrigatória isolada, mas prevê, especialmente nos 1º e 2º anos, habilidades relacionadas ao reconhecimento e à produção de palavras e textos em diferentes grafias, incluindo a letra cursiva”, diz Patrícia Torres, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP). “Embora o uso de dispositivos digitais faça parte da rotina escolar e profissional, a escrita cursiva e manual ainda ocupa espaço importante na educação formal, e deve ser reconhecida e valorizada como uma ferramenta importante para o desenvolvimento cognitivo, motor e acadêmico”, pontua.

Escrita à mão na infância é importante

Na opinião de Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), a escrita manual segue sendo essencial, especialmente no período de alfabetização. “Na infância, escrever à mão vai muito além do registro de palavras. O ato de formar letras no papel envolve coordenação motora fina, controle muscular, percepção espacial, atenção e planejamento”, explica.

Ao escrever, a criança ativa simultaneamente diferentes áreas do cérebro, fortalecendo conexões neurais importantes para a aprendizagem. “A escrita manual contribui para a consolidação da alfabetização porque a criança não apenas reconhece a letra, ela vivencia o movimento necessário para produzi-la, fortalecendo a relação entre som, símbolo e significado”, acrescenta.

Esse olhar dialoga com estudos da ciência da leitura, como os de Stanislas Dehaene, que mostram que o cérebro se reorganiza a partir das experiências, integrando áreas visuais, linguísticas e motoras. “Por isso, quando a criança tem oportunidades frequentes de escrever à mão, ela não está apenas praticando a escrita, mas também construindo bases importantes para ler, desenvolver maior concentração e aprender com mais segurança e autonomia”, acrescenta Beatriz.

Além disso, segundo Jacqueline Cappellano, psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), escrever à mão desenvolve na criança uma melhor compreensão leitora, memória e capacidade de organização do pensamento.

“A escrita manual envolve um processo complexo que conecta a mão ao cérebro, facilitando a fixação de conteúdos”, diz. Ao escrever, o indivíduo tende a processar e sintetizar a informação, em vez de apenas registrá-la mecanicamente. “Isso acontece porque escrever exige um processamento cognitivo mais profundo do que simplesmente digitar ou selecionar palavras em uma tela”, pontua Jacqueline.

A docente da EIA destaca outros benefícios da escrita manual para o desenvolvimento infantil: aprimoramento da coordenação motora fina; fortalecimento da aprendizagem; desenvolvimento da criatividade e da expressão; melhora na concentração e atenção e fortalecimento da autoconfiança. “O papel oferece um ritmo diferente. Ao escrever manualmente, a criança precisa desacelerar, organizar ideias e refletir sobre o que está registrando. Isso favorece concentração, criatividade e autonomia”, completa.

Escrita à mão não deve ser abandonada na fase adulta

Se na infância a escrita é uma ferramenta de desenvolvimento, na vida adulta ela segue sendo uma aliada importante para produtividade, memória e saúde mental. “Escrever à mão ajuda o cérebro a filtrar e priorizar informações. Diferentemente da digitação, que costuma ser mais automática, a escrita manual exige síntese. Por isso, ela melhora a retenção do conteúdo e pode até reduzir a ansiedade, ao externalizar pensamentos, funcionando inclusive como uma ferramenta de autocuidado e desenvolvimento pessoal”, afirma Luísa Cassaniga, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue Taquaral, de Campinas (SP).

Apesar da correria do dia a dia, incluir a escrita manual na rotina pode ser simples. A profissional do Progresso lista, abaixo, pequenos hábitos que ajudam a manter o cérebro ativo e ainda contribuem para mais organização e bem-estar:

  • Fazer listas de compras ou tarefas no papel;
  • Usar agenda ou planner para organizar compromissos;
  • Escrever resumos e mapas mentais ao estudar;
  • Manter um diário para registrar pensamentos e emoções;
  • Escrever cartas, bilhetes ou mensagens especiais;
  • Praticar lettering ou caligrafia como hobby;
  • Anotar metas semanais ou mensais;
  • Testar exercícios com a mão não dominante para estimular novas conexões cerebrais.

Os especialistas

Beatriz Martins é educadora com mais de 30 anos de atuação na educação, sendo 18 deles em funções de liderança pedagógica, formando equipes, projetos e — principalmente — pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente atua como coordenadora pedagógica no BIS.

Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.

Luísa Cassaniga é mestre em Educação, com sólida experiência na área. Atua há 14 anos com foco no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, com especial atenção aos aspectos socioemocionais. Atualmente, é coordenadora pedagógica, papel em que alia escuta sensível, conhecimento técnico e gestão humanizada. É apaixonada por criar contextos educativos acolhedores, onde o vínculo e o cuidado impulsionam a aprendizagem. É coautora do livro “Pesquisas sobre alfabetização: a teoria de Emília Ferreiro”.

Patricia Torres é pedagoga, mestre em Linguística e pós-graduada em Educação. Atuou como professora do 1º e 4º ano e, atualmente, coordena turmas de 1º e 2º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais na Escola Bilíngue Aubrick. Trabalha junto à equipe docente promovendo uma aprendizagem de alto impacto em um ambiente colaborativo, com foco no desenvolvimento integral dos estudantes, contemplando aspectos acadêmicos, socioemocionais e linguísticos.

Fonte: Assessoria da International Schools Partnership – ISP

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