
Em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, o Instituto YDUQS e o Instituto de Educação Médica (IDOMED) reforçam iniciativas voltadas à promoção da equidade na saúde e na educação médica. Uma das ações é o curso gratuito de letramento étnico-racial com ênfase em saúde, disponibilizado na plataforma online do IDOMED, que já certificou 424 participantes na turma iniciada no ano passado.
Com carga horária de 40 horas, a formação é voltada a estudantes, docentes, colaboradores, médicos e demais profissionais da área da saúde. O conteúdo foi desenvolvido pelo médico Fleury Johnson, especialista em Clínica Médica e fundador do Instituto DIS (Diversidade e Inclusão na Saúde). Dividido em quatro módulos, o curso aborda temas como autoconhecimento, manifestações do racismo na prática clínica, estratégias de enfrentamento e o papel de cada indivíduo na transformação institucional.
Professora no IDOMED em Teresina, Suely Moura Melo, foi uma das colaboradoras da instituição a concluir o curso, que será aplicado no dia a dia acadêmico dos alunos.
“O curso foi importante para fortalecer uma prática antirracista dentro da formação médica. A partir dessa experiência, busco contribuir para que nossos alunos desenvolvam uma postura mais consciente e preparada para enfrentar a discriminação e o preconceito racial dentro da sua formação e de sua futura atuação profissional. Na disciplina Metodologia da Pesquisa e Extensão 4 (MPE 4), por exemplo, realizamos ações de extensão que abordam diferentes aspectos da diversidade étnico-racial, promovendo iniciativas educativas voltadas ao combate ao racismo e às desigualdades na área da saúde, especialmente no contexto da formação em medicina”, afirma Prof.ª Dra. Suely Moura Melo, do IDOMED.
A iniciativa faz parte do programa Mediversidade, lançado em 2024 no Fórum de Diversidade do Instituto YDUQS. Considerado pioneiro no Brasil, o programa busca tornar o ensino da medicina mais diverso e atento aos impactos dos vieses sociais.
“A construção de um ambiente formativo mais justo e diverso é um compromisso institucional. O curso de letramento étnico-racial amplia o alcance dessa pauta e contribui diretamente para formar profissionais mais conscientes, empáticos e preparados”, afirma Claudia Romano, presidente do Instituto YDUQS e vice-presidente do grupo educacional Yduqs.
O movimento surgiu a partir de dados que apontam lacunas no processo formativo, como o fato de apenas 4,5% das ilustrações em literatura médica representarem peles negras. E de que apenas 3% dos médicos formados no Brasil são médicos negros.
O curso de letramento étnico-racial segue disponível gratuitamente ao público por meio da página oficial do programa Mediversidade: https://www.idomed.com.br/letramento-mediversidade.
Fonte: Ascom








