
A Prefeitura de Teresina anunciou nesta sexta-feira (11) um conjunto de medidas para reestruturar o transporte público da capital. Entre as ações estão a licitação para implantação e recuperação de 500 paradas de ônibus, a recuperação de estações de integração e transbordo, a aquisição de 96 novos ônibus e a criação de novas linhas. As medidas foram apresentadas durante coletiva de imprensa na sede da Prefeitura, com participação do prefeito Silvio Mendes, do engenheiro de tráfego Antônio Santana e do promotor de Justiça Flávio Teixeira, do Ministério Público do Piauí.
Segundo Silvio Mendes, a licitação das 500 paradas deverá ser encaminhada na segunda-feira (14). Para a compra dos novos ônibus, a Prefeitura utilizará R$ 85 milhões em créditos já aprovados, além de R$ 37 milhões em recursos próprios. A recuperação das estações e terminais também está prevista, incluindo estruturas que apresentam problemas de conservação ou foram depredadas. A previsão é que as primeiras mudanças no sistema comecem a ser implantadas em aproximadamente seis a sete meses, prazo que considera os processos de licitação e fabricação dos veículos.
O planejamento também prevê uma reorganização das linhas de ônibus. Um dos principais eixos deverá ligar Parque Piauí, Centro e Zoobotânico, enquanto outro corredor considerado prioritário fará a ligação entre Bela Vista e a região da Universidade. O estudo apresentado pela Prefeitura aponta que a rede atual ainda concentra os deslocamentos no Centro, embora a Zona Leste tenha passado a exercer uma atração semelhante sobre os passageiros. A proposta, portanto, é redesenhar os itinerários para acompanhar a atual distribuição das viagens pela cidade.
Outra mudança prevista é a cobrança de maior regularidade das empresas responsáveis pelo serviço, com exigência do cumprimento de horários, frequência e número de viagens, inclusive por meio de ajustes contratuais. A Prefeitura não pretende alterar toda a rede de uma só vez. De acordo com Antônio Santana, a recuperação do transporte será gradual e exigirá um processo de longo prazo. A expectativa é que as intervenções contribuam para melhorar a oferta do serviço e recuperar passageiros que deixaram de utilizar o transporte coletivo.








