
Eleitores de todo o país devem conferir o endereço de sua seção eleitoral antes de sair de casa para votar no segundo turno das Eleições 2026, marcado para o dia 25 de outubro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.352 seções tiveram seus locais de votação alterados em relação ao primeiro turno.
As mudanças foram motivadas por diferentes fatores, como reformas em prédios públicos, obras de adequação de acessibilidade, problemas no fornecimento de energia elétrica e danos provocados por chuvas intensas. A prioridade, segundo a Justiça Eleitoral, é garantir condições adequadas de segurança e atendimento a eleitores e mesários.
Um dos casos ocorreu no município de Confresa, em Mato Grosso, onde uma escola municipal utilizada para votação teve a cobertura danificada por chuvas e ventos registrados nos dias 9 e 10 de outubro. Após uma avaliação técnica recomendar a interdição preventiva do imóvel, as seções eleitorais foram transferidas para um prédio próximo.
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram o maior número de alterações. As decisões, no entanto, não são tomadas de forma centralizada pelo TSE. Cada zona eleitoral avalia as condições da estrutura disponível e determina eventuais transferências conforme as necessidades locais. A mudança de endereço não significa redução do número de seções nem prejuízo ao eleitorado.
Para consultar o local atualizado, os eleitores podem acessar o aplicativo e-Título ou o serviço de Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do TSE. Também é possível verificar os dados na página de estatísticas eleitorais do tribunal, na seção “Capilaridade”. As informações são atualizadas pelos cartórios eleitorais e ficam disponíveis nos canais oficiais.
No segundo turno, a votação será mais rápida, já que os eleitores escolherão apenas presidente da República e, em seis estados e no Distrito Federal, governador. A expectativa é de um fluxo mais ágil nas seções eleitorais, mas a recomendação é verificar o endereço com antecedência para evitar deslocamentos desnecessários.
Para acompanhar possíveis impactos das condições climáticas sobre o pleito, o TSE também instituiu a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. A iniciativa reúne informações de órgãos como Inmet, Cemaden, Inpe, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e Defesa Civil, com o objetivo de monitorar eventos que possam comprometer locais de votação ou rotas de transporte.








