
A Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva do cantor João Lima após a divulgação de vídeos que mostram agressões contra a esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. As imagens circularam nas redes sociais no último fim de semana e deram início a uma série de medidas judiciais, incluindo a concessão de proteção de urgência à vítima.
Raphaella afirmou, em entrevista à imprensa, que a violência esteve presente desde os primeiros meses do relacionamento, mas se intensificou após o casamento, realizado em novembro de 2025. O casal permaneceu junto por cerca de três anos.
Segundo a médica, comportamentos que inicialmente pareciam apenas ciúmes evoluíram para uma rotina de vigilância constante e controle sobre seus hábitos. Entre as restrições, ela relatou que não podia realizar atividades simples sozinha, sendo obrigada a informar todos os seus deslocamentos e horários, sob risco de discussões e ameaças.

Episódios começaram após o casamento
De acordo com o relato, as agressões tiveram início poucos dias depois da cerimônia. Conforme a investigação, câmeras instaladas na residência do casal registraram um dos episódios no dia 18 de janeiro. As imagens foram anexadas ao inquérito policial e contribuíram para a decisão judicial.
Três dias depois, conforme consta no processo, novas ameaças teriam sido feitas à vítima na casa de familiares, caso ela não retomasse o relacionamento.
A advogada da médica, Dayane Carvalho, informou que durante o período de namoro não houve registros de violência. Os episódios, segundo a defesa, passaram a ocorrer somente após o casamento.
Defesa e andamento do caso
A defesa de João Lima declarou, em nota, que recebeu com surpresa a decretação da prisão preventiva. Os advogados afirmam que o cantor vinha cumprindo determinações judiciais anteriores e que sempre esteve à disposição para colaborar com as autoridades. Também foi informado que a apresentação voluntária à polícia já havia sido acordada.
Raphaella registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em João Pessoa. A Polícia Civil segue investigando o caso por violência doméstica.
Repercussão
Após a ampla repercussão, a médica publicou um desabafo nas redes sociais confirmando publicamente, pela primeira vez, os abusos sofridos. Ela afirmou estar enfrentando um momento de grande dor e reforçou que nenhuma mulher deveria precisar se expor dessa forma para ser ouvida.
Com mais de 600 mil seguidores em uma rede social, Raphaella disse que todas as providências legais estão sendo tomadas e que confia no trabalho da Justiça.








